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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Toda empresa deve contribuir com o Meio Ambiente


"A sustentabilidade é um diferencial de posicionamento e competitividade, um objetivo para qualquer tipo de empresa e deve estar no centro do negócio. Não é preciso deixar para depois ou esperar que outras prioridades estejam resolvidas para então pensar a respeito. Os resultados e benefícios serão reais e crescentes, tanto para a empresa, como para a sociedade, num verdadeiro ganha-ganha."


Rosangela Bacima

Consultora da Associação ECR Brasil

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pesquisa constata crescimento da consiência ambiental na área varejista


Pesquisa realizada no blog ECOBAG Shop, especializado na venda de ecobags, indica que a grande maioria dos visitantes é composta por lojistas em busca de uma alternativa para a utilização das sacolas de plástico como embalagem no varejo.


Veja os resultados abaixo:


Qual finalidade da ecobag que você procura?


1. Brindes promocionais (32%)

2. Substituição da sacola de plástico como embalagem de loja (42%)

3. Produto para revenda (27%)

4. Sacola para congressos ou feiras (12%)


Este dado revela que a utilização de ecobags no varejo só não é maior neste momento em função de que a maioria dos lojistas se surpreende com a diferença de preço existente entre a ecobag (sacola de algodão 100% natural) e a sacola de plástico.


Por esta razão, as utilizações mais freqüentes de ecobags no varejo são feitas através da distribuição de brindes em compras a partir de determinado valor, como material promocional ou como produto de venda a preços eventualmente subsidiados.


A prática é adotada principalmente nos supermercados, que em sua maioria operam com sacolas feitas com material reciclado de garrafas PET, e passa pela venda dos produtos a preços atrativos, expostos em locais nobres da loja, para clientes que já compreendem a importância da mudança de atitude e da eliminação do descarte das garrafas PET na natureza.
Mais informações no endereço: http://ecobagshop.blogspot.com

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Greenwashing" - não vale mentir e nem exagerar


Os apelos verdes das empresas estão sendo observados de perto pelos consumidores.


O recente aumento de informações transmitidas através dos meios de comunicação sobre a necessidade da busca de uma forma de vida sustentável tem motivado muitas empresas de primeira linha a desenvolverem iniciativas verdes para atender às expectativas geradas por esta nova consciência que vem sendo desenvolvida nos consumidores.


Mas, de outro lado, os consumidores observam com ceticismo e com enorme espírito crítico as iniciativas assumidas pelas empresas.
É o que indica um recente estudo da Nielsen Online nos EUA, voltado para a blogosfera, que constatou que o tema da sustentabilidade cresceu em 50% no ano passado, e mais do que dobrou de volume desde setembro de 2006.


Este mesmo estudo constatou que os blogueiros estão dispostos a condenar aquilo que é chamado de “greenwashing”, que ocorre quando empresas duvidosas apresentam erradamente o impacto ambiental de suas ações de sustentabilidade através de agressivas campanhas de relações públicas.


A ira dos blogueiros ocorre quando ações desenvolvidas pela empresa são vistas como contraditórias ou desalinhadas com o impacto geralmente aceito em seu setor de atuação. Declarações puramente falsas ou enganadoras também são totalmente rejeitadas.


Em termos percentuais, o cinco tópicos principais de discussão são:


25% - Ações contraditórias
21% - Incongruência com os dados da empresa ou da indústria
19% - Comentários falsos ou distorcidos
18% - Descuido na regulamentação
17% - Suspeita geral


Em essência, os consumidores esperam consistência na ação e transparência nas mensagens.
Na verdade, este comportamento dos consumidores é difícil de ser previsto pelos executivos de marketing, pois o simples excesso de apelos ou de informação pode por si só deixar parecendo exagerados determinados esforços que podem estar sendo desenvolvidos com a melhor das intenções.


De qualquer forma, vale lembrar o que já dissemos aqui: não basta parecer verde, tem que realmente ser verde. De outro lado, dentro da lógica empresarial, não basta ser verde, tem também que ser percebido como verde.


A medida correta entre as ações verdes e a divulgação das mesmas fica ao encargo da sensibilidade dos executivos de mercado.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Apelos de saúde nas embalagens atraem os consumidores LOHAS


Em comparação aos consumidores indiferentes ou despreocupados com as questões ligadas à saúde e ao meio ambiente, os consumidores LOHAS se sentem muito atraídos por embalagens que contém promessas de saúde e bem estar.

Veja abaixo os apelos que mais funcionam nas embalagens, listados por ordem decrescente de importância :

- Orgânico
- Grão brotado (sprouted grain - pães orgânicos feitos sem uso de farinha)
- Sem organismos geneticamente modificados (GMO free)
- Sem glúten ou não contém glúten
- Sem hormônio antibiótico
- Soja
- Sem óleo
- Esteróis de plantas (conhecidos por baixar o colesterol)
- Excelente fonte de ferro
- Probiótico (contendo bactéria ou fermento potencialmente benéfico para a saúde)
- Fibras
- Multi-grãos
- Natural

Como podemos observar, vários destes benefícios ainda são pouco conhecidos pelos nossos consumidores e ainda são difíceis de serem encontrados em nossos supermercados. E é exatamente neste ponto em que se escondem as oportunidades. A identificação precoce dos benefícios que serão valorizados por estes consumidores no futuro e o lançamento de produtos de forma pioneira podem garantir maiores participações neste mercado no futuro, quando sua dimensão for economicamente atraente. Definir a hora certa de introduzir estes conceitos passa por muita pesquisa de mercado e por um monitoramento constante da forma como evolui a consciência de nossos consumidores com relação a estes benefícios ligados à saúde e meio ambiente.
É interessante se observar que o lançamento pioneiro de produtos com estas novas abordagens quase sempre deverá ser acompanhado por campanhas de educação e de conscientização sobre o benefício de uso destes produtos pelos consumidores.
Empresas de todos os setores devem acordar para o fato de que esta mudança de cultura de consumo deverá atigir de uma forma mais ou menos direta a todos os setores da economia: de carros a roupas, de eletrodomésticos aos serviços em geral.

Uma coisa é certa: muitas oportunidades de mercado surgirão ao longo deste caminho e as empresas mais atentas poderão trabalhar na construção de lideranças em segmentos específicos de mercado!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

LOHAS - O consumidor verde



"Um em cada cinco consumidores americanos são consumidores LOHAS (Lifestyles of Health and Sustainability) -- apaixonados, socialmente e ambientalmente responsáveis.
Estes consumidores são os primeiros aderentes, são leais às empresas cujos valores batem com os deles e, validado por nossas pesquisas, estão dispostos a gastar o seu dinheiro de forma coerente com as suas convições".


- Patty Marshman-Goldblatt -

Vice-Presidente Sênior do Natural Marketing Institute


domingo, 29 de junho de 2008

LOHAS - O consumidor do futuro



LOHAS é uma sigla de Lifestyles of Health and Sustainability, ou Estilos de Vida de Saúde e Sustentabilidade, um segmento de mercado focado em saúde, em fitness, no meio ambiente, no desenvolvimento pessoal, em uma vida sustentável e em justiça social. É um mercado estimado em US 209 bilhões atualmente nos Estados Unidos, representando aproximadamente 20% da população de adultos.

Estes consumidores representam o futuro de todos os negócios e o futuro das mudanças econômicas, sociais e ambientais que virão a ocorrer em todos os paises minimamente desenvolvidos.

Os principais setores da economia impactados por estes consumidores são:

1. Saúde Pessoal: Produtos orgânicos e naturais, produtos nutricionais, cuidados integrais com a saúde, suplementos alimentares e produtos para a mente, o corpo e o espírito;

2. Edificações verdes: casas certificadas, produtos e práticas de consumo eficiente de energia (Enegy Stars), pisos e revestimentos sustentáveis, sistemas de energia renovável e madeiras alternativas;

3. Eco-turismo: viagens de co-turismo e eco-turismo de aventura;

4. Estilo de vida natural: Móveis de casa e de jardim, suprimentos de limpeza orgânicos, lâmpadas fluorescentes compactas, filatropia para mudanças sociais e vestuário;

5. Transportes alternativos: veículos híbridos, biodisel, programas de compartilhamento de carros;

6. Energia alternativa: créditos de energia renovável e precificação verde.

Estes consumidores, além de já representarem uma parcela significativa do mercado norte-americano, servem como paradigma e como referência para os demais consumidores que serão os seguidores destes novos padrões de consumo e de ação social. No Brasil, a situação não difere da dos Estados Unidos, muito embora não hajam dados de pesquisa que nos permitam quantificar com precisão este segmento de mercado.

Mas a sua empresa, seja de que ramo for, deve estar preparada para atender e para administrar o impacto que este segmento de consumidores terá sobre as práticas de consumo de um modo geral.

Empresas "lohasianas" e que pratiquem o "capitalismo responsável" tenderão a ganhar novas participações de mercado, conquistando a preferência e o dinheiro deste segmento de consumidores. Para que isto ocorra, é necessário que o assunto da sustentabilidade entre definitivamente na agenda estratégica dos negócios como um fator que a curto e médio prazos criará um diferencial competitivo relevante para as empresas que consigam colocar em prática e comunicar adequadamente ao público suas práticas sustentáveis.

É a onda verde chegando, agora para valer e de forma irreversível, e que pode se transformar em uma verdadeira tsunami na área empresarial.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Liderança verde: 4 lições de negócios com Anita Roddick


Anita Roddick fundou em 1976 na Inglaterra a Body Shop, empresa fabricante e varejista mundial de produtos cosméticos e de beleza, inspirados na natureza e produzidos de forma ética.
Atualmente, são mais de 2.100 lojas em 55 paises com uma gama de 1.200 produtos, 100% não testados em animais e produzidos com matérias primas naturais.
Muito antes da onda dos produtos verdes ganharem a importância que têm hoje no mercado, Anita atuou como uma empresária ativista e apaixonada pelas causas que envolvem a preservação do planeta.
Por seu pionerismo, ela sabe melhor do que a maioria de nós como gerar negócios bem-sucedidos sem abrir mão do compromisso ético de preservação do meio ambiente.
Os princípios básicos da sua companhia são:
- Ser contra o teste de produtos em animais;
- Apoiar a comunidade;
- Aumentar a auto-estima das pessoas;
- Defender os direitos humanos e;
- Proteger o nosso planeta.
As quatro lições para um negócio bem-sucedido e ecologicamente correto, apreendidos com a sua experiência são:
#1. Crie uma cultura
Os princípios da sustentabilidade precisam ser defendidos e praticados em cada função e em cada unidade operacional. Discuta a sua cadeia de suprimentos ou as questões financeiras ao lado das perspectivas ambientais e éticas.
#2. Inove constantemente
Esta é a forma como você define e sustenta uma marca líder. Sempre lance novos produtos,sempre procure ingredientes novos e incomuns, sempre busque novas estratégias de redução do desperdício. Esta é a forma como se contrói a lealdade dos consumidores.
#3. Nunca desista
Estratégias sustentáveis ajudam a empresa a se diferenciar da concorrência mas também podem significar que a sua empresa está comprometida com uma alta ferformance. TRansparência e compromisso com os valores de longo prazo do negócio são fundamentais.
#4. Seja apaixonado
O compromisso de uma empresa com atividades sustentáveis devem ser agressivamente perseguidas para terem efeito. Este compromisso deve permear
- os valores fundamentais da empresa
- a comunicação
- o interesse pela comunidade.
São dicas de uma antiga e experiente lutadora da área de negócios verdes. Vale a pena refletir!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Marketing digital: mídia ecologicamente amigável


Entre as grandes mudanças de comportamento que as empresas deverão adotar para se tornar ecologicamente amigáveis, existem práticas de marketing que deverão ser necessariamente revistas pelo impacto negativo que sua utilização tem sobre o meio ambiente.

Os marketeiros de um modo especial, terão grande influências na conscientização do consumidor sobre a necessidade de implementação de iniciativas verdes por suas empresas mas eles próprios terão que prestar contas à sociedade sobre o impacto ambiental de utilização de algumas mídias.

Vejamos então os seguintes exemplos:

- O consumidor americano recebe por ano 4 milhões de toneladas de correspondência impressa INDESEJÁVEL por ano e estas "porcarias" consomem aproximadamente 100 milhões de árvores para a sua produção;

- Uma simples página de publicidade em uma revista de leitura popular pode representar a emissão de 7 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, considerando toda a cadeia de valor envolvida.
Fontes:
1 "50 Simple Things You Can Do To Save The Earth," Earthworks Group
2 Institute of Sustainable Communication (ISC)

Obviamente isto não significa que os gestores de marketing deverão mudar suas práticas radicalmente de uma hora para outra. Mas é recomendável do ponto de vista ambiental que estes profissionais destinem parcelas crescentes de seu orçamento anual de investimentos para mídia digital, mais amigável ecologicamente do que a mídia impressa.

Razões não faltam para tanto, e passam pela tendência de desenvolvimento do e-mail marketing, de anúncios na Internet e no incremento de uso de técnicas de "mobile marketing" que são beneficiadas pela convergência de tecnologias no aparelho celular.

Paralelamente, poderemos acabar descobrindo que em muitos casos esta migração de meios poderá trazer uma maior efetividade no atingimento de alguns nichos de mercado e poderá melhorar os métodos de mensuração do retorno dos investimentos feitos em marketing, já que a métrica disponível na mídia digital é muito mais precisa do que a da mídia de massas.

domingo, 15 de junho de 2008

Embalagens: consciência ambiental versus conveniência do consumidor



Até que ponto os consumidores brasileiros estariam dispostos a abrir mão de conveniência no uso das embalagens utilizadas pela indústria e pelo varejo para beneficiar ao meio ambiente?

Esta é uma dúvida que inquieta a empresários e executivos brasileiros.
Para que modelos de empresas verdes sejam efetivamente colocados em prática, é necessário que as mudanças de processo e as melhorias implementadas nos negócios sejam acompanhadas por mudanças da cultura de consumo e das expectativas do consumidor final.

Caso contrário, uma mudança de processo, como é o caso da substituição de embalagens para a preservação do meio ambiente, pode ter um efeito negativo sobre as vendas e sobre o nível de satisfação dos consumidores.

A Nielsen desenvolveu um estudo mundial no princípio do ano de 2008 que nos dá algumas pistas de como o consumidor brasileiro poderia reagir sobre este assunto. Aproximadamente 7.000 consumidores foram pesquisados em 47 mercados pelo mundo e responderam a esta pesquisa.

“Como a evolução e a consiência global sobre o meio ambiente continua a crescer, os consumidores pelo mundo estão demandando mais ações dos lojistas e dos fabricantes de produtos de consumo embalados para proteger o meio ambiente. Apesar das embalagens ecologicamente amigáveis não serem uma prioridade para os compradores hoje em dia, certamente é uma prioridade crescente que principalmente a indústria de alimentos não pode ignorar, diz Shuchi Sethi, vice-presidente da Nielsen Customized Research.


Os resultados que podem ser vistos no gráfico acima, indicam que
quase metade da população pesquisada estaria disposta a abrir mão de alguns aspectos ligados à conveniência das embalagens para beneficiar ao meio ambiente.

Mas é importante se observar que a resistência cresce com relação aos aspectos da embalagem ligados à higiene e conservação dos produtos.

Cabe destacar também que apenas 10% da população pesquisada se recusa a aceitar qualquer tipo de alteração das embalagens existentes. Portanto, é evidente que existe um espaço para que se façam avanços neste sentido.

Cabe a cada empresa descobrir os pontos mais sensíveis de rejeição apresentados por seus consumidores e a introduzir através de melhorias contínuas estas alterações que deverão sempre ser acompanhadas sempre de muita informação visando a conscientização e a mudança da cultura de consumo.





terça-feira, 10 de junho de 2008

Consumidores verdes: a dimensão e as características deste mercado



Vamos colocar as coisas nas suas devidas dimensões.


Sabemos que precisamos passar por um processo de mudança em nossos hábitos de consumo e de produção se quisermos agir de forma responsável com o futuro do planeta. Mas quantos cidadãos / consumidores estão realmente conscientes da sua parcela de responsabilidade diante deste problema?




30% da população brasileira já percebe que os recursos naturais são esgotáveis

(fonte: pesquisa desenvolvida através de uma parceria entre o IBOPE e a ONG WWF-Brasil)

E qual é a parcela real de consumidores disposta a praticar hábitos de consumo ecologicamente responsáveis?

6% da população brasileira se procura se certificar de que o produto que levam para casa é ligado a uma empresa que respeita o meio ambiente e questões sociais

Portanto, é pouco eficaz as empresas inundarem o mercado com produtos e serviços verdes se, de outro lado, não temos um consumidor preparado para entender e valorizar o esforço destas empresas.

A etapa em que estamos, é a de educar o cidadão para o consumo responsável.

As empresas sérias e realmente empenhadas em contribuir para a sustentabilidade do planeta, devem iniciar a implementação de seus planos de ação com atitudes que proporcionem a educação e a consientização dos consumidores.

O nível atual de informação da população fica bem exemplificada nas atitudes tomadas no dia-a-dia das pessoas:

- 87% dos brasileiros não desperdiçam água quando escovam os dentes;

- 43% não gastam mais do que dez minutos para tomar banho;

- 42% dos brasileiros que não têm carro utilizam transporte público, mas, sempre que possível, preferem se locomover a pé ou com bicicleta;

- 26% dos que não têm carro utilizam sempre o transporte coletivo;

- 13% andam somente de carro e, quase sempre, sozinhas;

- 31% levam em consideração apenas o preço dos produtos.

Portanto, ainda há muito a ser feito.

Mas, como desafio inicial aos técnicos de marketing, fica a necessidade de que esta minoria consciente seja mapeada e identificada, pois ela certamente será o referencial a ser seguido pelos segundos aderentes da onda de consumo verde.

Identificar os formadores de opinião e os propagadores da cultura de consumo verde representam um ótimo ponto de partida para a implementação de uma estratégia de marketing verde que se proponha a ser eficaz e duradoura ao longo do tempo.