sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Pesquisa constata crescimento da consiência ambiental na área varejista


Pesquisa realizada no blog ECOBAG Shop, especializado na venda de ecobags, indica que a grande maioria dos visitantes é composta por lojistas em busca de uma alternativa para a utilização das sacolas de plástico como embalagem no varejo.


Veja os resultados abaixo:


Qual finalidade da ecobag que você procura?


1. Brindes promocionais (32%)

2. Substituição da sacola de plástico como embalagem de loja (42%)

3. Produto para revenda (27%)

4. Sacola para congressos ou feiras (12%)


Este dado revela que a utilização de ecobags no varejo só não é maior neste momento em função de que a maioria dos lojistas se surpreende com a diferença de preço existente entre a ecobag (sacola de algodão 100% natural) e a sacola de plástico.


Por esta razão, as utilizações mais freqüentes de ecobags no varejo são feitas através da distribuição de brindes em compras a partir de determinado valor, como material promocional ou como produto de venda a preços eventualmente subsidiados.


A prática é adotada principalmente nos supermercados, que em sua maioria operam com sacolas feitas com material reciclado de garrafas PET, e passa pela venda dos produtos a preços atrativos, expostos em locais nobres da loja, para clientes que já compreendem a importância da mudança de atitude e da eliminação do descarte das garrafas PET na natureza.
Mais informações no endereço: http://ecobagshop.blogspot.com

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Greenwashing" - não vale mentir e nem exagerar


Os apelos verdes das empresas estão sendo observados de perto pelos consumidores.


O recente aumento de informações transmitidas através dos meios de comunicação sobre a necessidade da busca de uma forma de vida sustentável tem motivado muitas empresas de primeira linha a desenvolverem iniciativas verdes para atender às expectativas geradas por esta nova consciência que vem sendo desenvolvida nos consumidores.


Mas, de outro lado, os consumidores observam com ceticismo e com enorme espírito crítico as iniciativas assumidas pelas empresas.
É o que indica um recente estudo da Nielsen Online nos EUA, voltado para a blogosfera, que constatou que o tema da sustentabilidade cresceu em 50% no ano passado, e mais do que dobrou de volume desde setembro de 2006.


Este mesmo estudo constatou que os blogueiros estão dispostos a condenar aquilo que é chamado de “greenwashing”, que ocorre quando empresas duvidosas apresentam erradamente o impacto ambiental de suas ações de sustentabilidade através de agressivas campanhas de relações públicas.


A ira dos blogueiros ocorre quando ações desenvolvidas pela empresa são vistas como contraditórias ou desalinhadas com o impacto geralmente aceito em seu setor de atuação. Declarações puramente falsas ou enganadoras também são totalmente rejeitadas.


Em termos percentuais, o cinco tópicos principais de discussão são:


25% - Ações contraditórias
21% - Incongruência com os dados da empresa ou da indústria
19% - Comentários falsos ou distorcidos
18% - Descuido na regulamentação
17% - Suspeita geral


Em essência, os consumidores esperam consistência na ação e transparência nas mensagens.
Na verdade, este comportamento dos consumidores é difícil de ser previsto pelos executivos de marketing, pois o simples excesso de apelos ou de informação pode por si só deixar parecendo exagerados determinados esforços que podem estar sendo desenvolvidos com a melhor das intenções.


De qualquer forma, vale lembrar o que já dissemos aqui: não basta parecer verde, tem que realmente ser verde. De outro lado, dentro da lógica empresarial, não basta ser verde, tem também que ser percebido como verde.


A medida correta entre as ações verdes e a divulgação das mesmas fica ao encargo da sensibilidade dos executivos de mercado.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Los Angeles decide banir a sacola de plástico a partir de julho de 2.010


Antes tarde do que nunca - é o que pensam os LOHAS americanos sobre as a medidas anunciadas.
O Los Angeles City Council decide banir a sacola de plástico a partir de julho de 2.010, caso a sobre-taxa anunciada de US$ 0,25 não tenha tido o seu efeito esperado.
A medida foi considerada modesta perto das atitudes que São Francisco, a Austrália e mesmo a China já tomaram de banir totalmente o uso da sacola de plástico através de uma proibição, e que já encontra-se em fase de implementação.
Em Los Angeles, os políticos pressionados pelo movimento de nome "Save the Plastic Bag Coalition", (é sério!...), consideraram mais viável aprovar uma sobre-taxa com uma eventual proibição no futuro do que uma proibição pura e simples no presente.
A estimativa de consumo de sacolas de plástico em LA fica em torno de 2,3 bilhões de sacolas ao ano.
Mesmo que a implementação destas novas regras em todos estes locais demorem um certo tempo para gerar os efeitos esperados, a tendência para o futuro é clara: de uma forma ou de outra, precisaremos encontrar uma nova matriz de soluções de embalagens que reduza ou elimine o efeito negativo que o uso indiscriminado da sacola de plástico tem sobre o meio ambiente.

Afinal qual é o perfil do consumidor verde brasileiro?


Esta semana recebi um questionamento muito pertinente de parte de Dalmer Maffei, sócio gerente da Verde Capital Consultoria e Desenvolvimento, que pergunta o seguinte: “Olá Alexandre, aonde estão os LOHAS brasileiros?O consumidor médio brasileiro, ainda não é verde e vai demorar muito para ser...”.

É verdade, existem muito poucas informações disponíveis sobre os consumidores verdes brasileiros. Se houve algum trabalho mais profundo neste sentido ele não tornou-se público.
A instituição que já há alguns anos vem se dedicando a compreender este mercado é o Instituto Akatu, que periodicamente pesquisa a evolução da consciência do consumidor quanto à RSE (Responsabilidade Social das Empresas). Segundo dados de pesquisa recente do Instituto Akatu, podemos conhecer um pouco mais sobre o perfil deste consumidor.

- Um em cada três consumidores brasileiros percebe os impactos coletivos ou de longo prazo nas decisões de consumo. Estes somam 33% do universo da pesquisa e são considerados a vanguarda dos consumidores conscientes. Destes, 28% compõe o segmento dos consumidores engajados e 5% são os conscientes.

- Um em cada oito brasileiros (15%) preocupa-se em mobilizar outras pessoas para a prática do consumo consciente. Entre os mais conscientes a preocupação atinge um em cada quatro cidadãos (24%).

- O reconhecimento de selos de certificação de produtos e de instituições cresceu em 69% entre 2003 e 2006, passando de 19% para 32% entre os brasileiros.
Quanto maior o grau de consciência do consumidor, mais decisivo é o fator qualidade na hora de efetuar uma compra: Dentre os conscientes, 24% utilizam o critério ambiental na escolha de empresas.

- 74% dos consumidores brasileiros dizem sim à pergunta: “Você considera que as grandes empresas devem ter total responsabilidade por produtos que não prejudicam o meio ambiente”.
O próprio Instituto Akatu já disponibiliza um catálogo de produtos sustentáveis, que pode ser encontrado no seguinte endereço:
www.catalogosustentavel.com.br

Consumidores dizem tomar conhecimento das políticas ambientais dos fornecedores através de revistas e jornais (53%), certificação no produto (52%) , Internet (41%) e campanhas publicitárias tradicionais (30%).

Mas é claro que tudo isso ainda é muito pouco. Para vencer o desafio do consumo sustentável, existe um longo percurso a ser percorrido.
Sigo com a convicção de que as empresas que adotarem práticas sustentáveis primeiro e souberem comunicá-las competentemente ao público são grandes candidatas a serem as empresas líderes de mercado no futuro. A omissão das empresas no sentido de implementação das práticas de gestão sustentável abre espaço para ações restritivas e até demagógicas de parte dos poderes públicos, como é o caso dos projetos de lei que pretendem sumariamente proibir o uso da sacola plástica pelo varejo. Leis deste tipo já existem e vigoram em lugares como Bangladesh, China e Rwaunda. Israel, Canadá, parte da Índia, Botsuana, Quênia, Tanzânia, África do Sul, Taiwan e Singapura, ou já baniram ou estão se movendo rapidamente no sentido de banir o uso das sacolas plásticas. A Irlanda assumiu a liderança na Europa taxando as sacolas de plástico no ano de 2002, tendo com isso reduzido o consumo das mesmas em 90%. Em março de 2007, São Francisco foi a primeira cidade dos Estados unidos a banir o uso da sacola de plástico. Oakland e Boston estão considerando fazer o mesmo. Em Porto Alegre, já há um movimento na Câmara dos Veradores no sentido da proibição de uso da sacola de plástico pelo varejo.


Costumo dizer que, nestes casos, a empresa pode ser reativa e acabar sendo taxada de vilã ambiental por não ter tomado atitudes por iniciativa própria, ou pode ser pró-ativa e até lucrar com iniciativas neste sentido.

Aos institutos de pesquisa tenho uma sujestão: criem um painel de monitoramento sobre a evolução dos hábitos de consumo consciente, divulguem as informações e proporcionem a governates, legisladores e empresários uma ferramenta competente para o estabelecimento de estratégias de consumo e produção sustentáveis.

Fontes: Instituto Akatu, Buzz Makers, MSNBC.com, CNN.com, BBC News, Associated Press, PlanetSave.com, NPR.org, The Boston Globe

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Robô cortador de grama híbrido solar e elétrico??


A Husqvarna da Suécia acaba de lançar o primeiro robô cortador de grama híbrido solar e elétrico do mundo, que não gera nenhuma emissão de gases na atmosfera e que usa aproximadamente a mesma quantidade de energia de uma lâmpada normal.

Seu painel solar é bem visível, conferindo ao produto um visual de destaque e transformando-o em um ícone da cultura de consumo ecologicamente correta.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Apelos de saúde nas embalagens atraem os consumidores LOHAS


Em comparação aos consumidores indiferentes ou despreocupados com as questões ligadas à saúde e ao meio ambiente, os consumidores LOHAS se sentem muito atraídos por embalagens que contém promessas de saúde e bem estar.

Veja abaixo os apelos que mais funcionam nas embalagens, listados por ordem decrescente de importância :

- Orgânico
- Grão brotado (sprouted grain - pães orgânicos feitos sem uso de farinha)
- Sem organismos geneticamente modificados (GMO free)
- Sem glúten ou não contém glúten
- Sem hormônio antibiótico
- Soja
- Sem óleo
- Esteróis de plantas (conhecidos por baixar o colesterol)
- Excelente fonte de ferro
- Probiótico (contendo bactéria ou fermento potencialmente benéfico para a saúde)
- Fibras
- Multi-grãos
- Natural

Como podemos observar, vários destes benefícios ainda são pouco conhecidos pelos nossos consumidores e ainda são difíceis de serem encontrados em nossos supermercados. E é exatamente neste ponto em que se escondem as oportunidades. A identificação precoce dos benefícios que serão valorizados por estes consumidores no futuro e o lançamento de produtos de forma pioneira podem garantir maiores participações neste mercado no futuro, quando sua dimensão for economicamente atraente. Definir a hora certa de introduzir estes conceitos passa por muita pesquisa de mercado e por um monitoramento constante da forma como evolui a consciência de nossos consumidores com relação a estes benefícios ligados à saúde e meio ambiente.
É interessante se observar que o lançamento pioneiro de produtos com estas novas abordagens quase sempre deverá ser acompanhado por campanhas de educação e de conscientização sobre o benefício de uso destes produtos pelos consumidores.
Empresas de todos os setores devem acordar para o fato de que esta mudança de cultura de consumo deverá atigir de uma forma mais ou menos direta a todos os setores da economia: de carros a roupas, de eletrodomésticos aos serviços em geral.

Uma coisa é certa: muitas oportunidades de mercado surgirão ao longo deste caminho e as empresas mais atentas poderão trabalhar na construção de lideranças em segmentos específicos de mercado!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

LOHAS já são "top consumers" em diversas categorias de produtos


Um estudo desenvolvido pela Nielsen no ano de 2007 atesta a importância que já têm o segmento de consumidores LOHAS (Lifestyles Of Health And Sustainability) no enorme mercado americano. Veja abaixo as categorias em que os LOHAS já representam o principal segmento comprador:

- Produtos frescos
- Cereais
- Sopas
- Higiene Oral
- Vegetais enlatados
- Manteiga e margarina
- Prontos-para-servir
- Comida preparada
- Ovos
- Medicamentos / Remédios
- Artigos para o lar
- Limpadores para o lar
- Temperos, ervas e extratos
- Óleos
- Geléias
- Massa
- Nozes
- Primeiros cuidados
- Lâmpadas de bulbo, produtos elétricos
- Vitaminas
- Água engarrafada

Fonte: The Nielsen Company - 52 weeks ending 12/29/2007

O estudo da Nielsen também indica que 81% dos lares de LOHAS compram produtos rotulados como "orgânicos", gastando algo como quatro vezes mais do que os consumidores classificados como "despreocupados" com as questões ambientais.
Os LOHAS são também os principais consumidores de produtos com apelos para a saúde.
Saiba que apelos são estes em nosso próximo post.

Até lá!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

LOHAS - O consumidor verde



"Um em cada cinco consumidores americanos são consumidores LOHAS (Lifestyles of Health and Sustainability) -- apaixonados, socialmente e ambientalmente responsáveis.
Estes consumidores são os primeiros aderentes, são leais às empresas cujos valores batem com os deles e, validado por nossas pesquisas, estão dispostos a gastar o seu dinheiro de forma coerente com as suas convições".


- Patty Marshman-Goldblatt -

Vice-Presidente Sênior do Natural Marketing Institute


domingo, 29 de junho de 2008

LOHAS - O consumidor do futuro



LOHAS é uma sigla de Lifestyles of Health and Sustainability, ou Estilos de Vida de Saúde e Sustentabilidade, um segmento de mercado focado em saúde, em fitness, no meio ambiente, no desenvolvimento pessoal, em uma vida sustentável e em justiça social. É um mercado estimado em US 209 bilhões atualmente nos Estados Unidos, representando aproximadamente 20% da população de adultos.

Estes consumidores representam o futuro de todos os negócios e o futuro das mudanças econômicas, sociais e ambientais que virão a ocorrer em todos os paises minimamente desenvolvidos.

Os principais setores da economia impactados por estes consumidores são:

1. Saúde Pessoal: Produtos orgânicos e naturais, produtos nutricionais, cuidados integrais com a saúde, suplementos alimentares e produtos para a mente, o corpo e o espírito;

2. Edificações verdes: casas certificadas, produtos e práticas de consumo eficiente de energia (Enegy Stars), pisos e revestimentos sustentáveis, sistemas de energia renovável e madeiras alternativas;

3. Eco-turismo: viagens de co-turismo e eco-turismo de aventura;

4. Estilo de vida natural: Móveis de casa e de jardim, suprimentos de limpeza orgânicos, lâmpadas fluorescentes compactas, filatropia para mudanças sociais e vestuário;

5. Transportes alternativos: veículos híbridos, biodisel, programas de compartilhamento de carros;

6. Energia alternativa: créditos de energia renovável e precificação verde.

Estes consumidores, além de já representarem uma parcela significativa do mercado norte-americano, servem como paradigma e como referência para os demais consumidores que serão os seguidores destes novos padrões de consumo e de ação social. No Brasil, a situação não difere da dos Estados Unidos, muito embora não hajam dados de pesquisa que nos permitam quantificar com precisão este segmento de mercado.

Mas a sua empresa, seja de que ramo for, deve estar preparada para atender e para administrar o impacto que este segmento de consumidores terá sobre as práticas de consumo de um modo geral.

Empresas "lohasianas" e que pratiquem o "capitalismo responsável" tenderão a ganhar novas participações de mercado, conquistando a preferência e o dinheiro deste segmento de consumidores. Para que isto ocorra, é necessário que o assunto da sustentabilidade entre definitivamente na agenda estratégica dos negócios como um fator que a curto e médio prazos criará um diferencial competitivo relevante para as empresas que consigam colocar em prática e comunicar adequadamente ao público suas práticas sustentáveis.

É a onda verde chegando, agora para valer e de forma irreversível, e que pode se transformar em uma verdadeira tsunami na área empresarial.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Liderança verde: 4 lições de negócios com Anita Roddick


Anita Roddick fundou em 1976 na Inglaterra a Body Shop, empresa fabricante e varejista mundial de produtos cosméticos e de beleza, inspirados na natureza e produzidos de forma ética.
Atualmente, são mais de 2.100 lojas em 55 paises com uma gama de 1.200 produtos, 100% não testados em animais e produzidos com matérias primas naturais.
Muito antes da onda dos produtos verdes ganharem a importância que têm hoje no mercado, Anita atuou como uma empresária ativista e apaixonada pelas causas que envolvem a preservação do planeta.
Por seu pionerismo, ela sabe melhor do que a maioria de nós como gerar negócios bem-sucedidos sem abrir mão do compromisso ético de preservação do meio ambiente.
Os princípios básicos da sua companhia são:
- Ser contra o teste de produtos em animais;
- Apoiar a comunidade;
- Aumentar a auto-estima das pessoas;
- Defender os direitos humanos e;
- Proteger o nosso planeta.
As quatro lições para um negócio bem-sucedido e ecologicamente correto, apreendidos com a sua experiência são:
#1. Crie uma cultura
Os princípios da sustentabilidade precisam ser defendidos e praticados em cada função e em cada unidade operacional. Discuta a sua cadeia de suprimentos ou as questões financeiras ao lado das perspectivas ambientais e éticas.
#2. Inove constantemente
Esta é a forma como você define e sustenta uma marca líder. Sempre lance novos produtos,sempre procure ingredientes novos e incomuns, sempre busque novas estratégias de redução do desperdício. Esta é a forma como se contrói a lealdade dos consumidores.
#3. Nunca desista
Estratégias sustentáveis ajudam a empresa a se diferenciar da concorrência mas também podem significar que a sua empresa está comprometida com uma alta ferformance. TRansparência e compromisso com os valores de longo prazo do negócio são fundamentais.
#4. Seja apaixonado
O compromisso de uma empresa com atividades sustentáveis devem ser agressivamente perseguidas para terem efeito. Este compromisso deve permear
- os valores fundamentais da empresa
- a comunicação
- o interesse pela comunidade.
São dicas de uma antiga e experiente lutadora da área de negócios verdes. Vale a pena refletir!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Marketing digital: mídia ecologicamente amigável


Entre as grandes mudanças de comportamento que as empresas deverão adotar para se tornar ecologicamente amigáveis, existem práticas de marketing que deverão ser necessariamente revistas pelo impacto negativo que sua utilização tem sobre o meio ambiente.

Os marketeiros de um modo especial, terão grande influências na conscientização do consumidor sobre a necessidade de implementação de iniciativas verdes por suas empresas mas eles próprios terão que prestar contas à sociedade sobre o impacto ambiental de utilização de algumas mídias.

Vejamos então os seguintes exemplos:

- O consumidor americano recebe por ano 4 milhões de toneladas de correspondência impressa INDESEJÁVEL por ano e estas "porcarias" consomem aproximadamente 100 milhões de árvores para a sua produção;

- Uma simples página de publicidade em uma revista de leitura popular pode representar a emissão de 7 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, considerando toda a cadeia de valor envolvida.
Fontes:
1 "50 Simple Things You Can Do To Save The Earth," Earthworks Group
2 Institute of Sustainable Communication (ISC)

Obviamente isto não significa que os gestores de marketing deverão mudar suas práticas radicalmente de uma hora para outra. Mas é recomendável do ponto de vista ambiental que estes profissionais destinem parcelas crescentes de seu orçamento anual de investimentos para mídia digital, mais amigável ecologicamente do que a mídia impressa.

Razões não faltam para tanto, e passam pela tendência de desenvolvimento do e-mail marketing, de anúncios na Internet e no incremento de uso de técnicas de "mobile marketing" que são beneficiadas pela convergência de tecnologias no aparelho celular.

Paralelamente, poderemos acabar descobrindo que em muitos casos esta migração de meios poderá trazer uma maior efetividade no atingimento de alguns nichos de mercado e poderá melhorar os métodos de mensuração do retorno dos investimentos feitos em marketing, já que a métrica disponível na mídia digital é muito mais precisa do que a da mídia de massas.

domingo, 15 de junho de 2008

Embalagens: consciência ambiental versus conveniência do consumidor



Até que ponto os consumidores brasileiros estariam dispostos a abrir mão de conveniência no uso das embalagens utilizadas pela indústria e pelo varejo para beneficiar ao meio ambiente?

Esta é uma dúvida que inquieta a empresários e executivos brasileiros.
Para que modelos de empresas verdes sejam efetivamente colocados em prática, é necessário que as mudanças de processo e as melhorias implementadas nos negócios sejam acompanhadas por mudanças da cultura de consumo e das expectativas do consumidor final.

Caso contrário, uma mudança de processo, como é o caso da substituição de embalagens para a preservação do meio ambiente, pode ter um efeito negativo sobre as vendas e sobre o nível de satisfação dos consumidores.

A Nielsen desenvolveu um estudo mundial no princípio do ano de 2008 que nos dá algumas pistas de como o consumidor brasileiro poderia reagir sobre este assunto. Aproximadamente 7.000 consumidores foram pesquisados em 47 mercados pelo mundo e responderam a esta pesquisa.

“Como a evolução e a consiência global sobre o meio ambiente continua a crescer, os consumidores pelo mundo estão demandando mais ações dos lojistas e dos fabricantes de produtos de consumo embalados para proteger o meio ambiente. Apesar das embalagens ecologicamente amigáveis não serem uma prioridade para os compradores hoje em dia, certamente é uma prioridade crescente que principalmente a indústria de alimentos não pode ignorar, diz Shuchi Sethi, vice-presidente da Nielsen Customized Research.


Os resultados que podem ser vistos no gráfico acima, indicam que
quase metade da população pesquisada estaria disposta a abrir mão de alguns aspectos ligados à conveniência das embalagens para beneficiar ao meio ambiente.

Mas é importante se observar que a resistência cresce com relação aos aspectos da embalagem ligados à higiene e conservação dos produtos.

Cabe destacar também que apenas 10% da população pesquisada se recusa a aceitar qualquer tipo de alteração das embalagens existentes. Portanto, é evidente que existe um espaço para que se façam avanços neste sentido.

Cabe a cada empresa descobrir os pontos mais sensíveis de rejeição apresentados por seus consumidores e a introduzir através de melhorias contínuas estas alterações que deverão sempre ser acompanhadas sempre de muita informação visando a conscientização e a mudança da cultura de consumo.





terça-feira, 10 de junho de 2008

Consumidores verdes: a dimensão e as características deste mercado



Vamos colocar as coisas nas suas devidas dimensões.


Sabemos que precisamos passar por um processo de mudança em nossos hábitos de consumo e de produção se quisermos agir de forma responsável com o futuro do planeta. Mas quantos cidadãos / consumidores estão realmente conscientes da sua parcela de responsabilidade diante deste problema?




30% da população brasileira já percebe que os recursos naturais são esgotáveis

(fonte: pesquisa desenvolvida através de uma parceria entre o IBOPE e a ONG WWF-Brasil)

E qual é a parcela real de consumidores disposta a praticar hábitos de consumo ecologicamente responsáveis?

6% da população brasileira se procura se certificar de que o produto que levam para casa é ligado a uma empresa que respeita o meio ambiente e questões sociais

Portanto, é pouco eficaz as empresas inundarem o mercado com produtos e serviços verdes se, de outro lado, não temos um consumidor preparado para entender e valorizar o esforço destas empresas.

A etapa em que estamos, é a de educar o cidadão para o consumo responsável.

As empresas sérias e realmente empenhadas em contribuir para a sustentabilidade do planeta, devem iniciar a implementação de seus planos de ação com atitudes que proporcionem a educação e a consientização dos consumidores.

O nível atual de informação da população fica bem exemplificada nas atitudes tomadas no dia-a-dia das pessoas:

- 87% dos brasileiros não desperdiçam água quando escovam os dentes;

- 43% não gastam mais do que dez minutos para tomar banho;

- 42% dos brasileiros que não têm carro utilizam transporte público, mas, sempre que possível, preferem se locomover a pé ou com bicicleta;

- 26% dos que não têm carro utilizam sempre o transporte coletivo;

- 13% andam somente de carro e, quase sempre, sozinhas;

- 31% levam em consideração apenas o preço dos produtos.

Portanto, ainda há muito a ser feito.

Mas, como desafio inicial aos técnicos de marketing, fica a necessidade de que esta minoria consciente seja mapeada e identificada, pois ela certamente será o referencial a ser seguido pelos segundos aderentes da onda de consumo verde.

Identificar os formadores de opinião e os propagadores da cultura de consumo verde representam um ótimo ponto de partida para a implementação de uma estratégia de marketing verde que se proponha a ser eficaz e duradoura ao longo do tempo.


quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pão de Açúcar inaugura o primeiro supermercado verde da América Latina


Será na cidade de Indaiatuba com inauguração prevista para este dia 07 de junho.


A iniciativa incentiva uma prática de consumo sustentável, oferecendo informações sobre o assunto, desenvolvendo processos de reciclagem e aproveitamento de resíduos envolvendo funcionários, fornecedores e consumidores nesta causa.


Entre as novas iniciativas a serem implementadas, será oferecida uma nova opção ao uso das sacolas plásticas que agridem ao meio ambiente.

Aos quatro primeiros modelos de ecobags já existentes, que carregam estampas de animais em extinção e que tem a sua renda revertida para projetos da Fundação SOS Mata Atlântica, se juntam seis novas opções de sacolas fabricadas em algodão nas estações de reciclagem da rede e que trarão estampadas a frase "eu sou uma sacola verde" (lembre-se: de acordo com a boa técnica, não basta ser verde, tem também que PARECER verde). Quem teve a oportunidade de ler o arquivo de nome "A ESTRATÉGIA DO VAREJO VERDE", verá que este parece ser um caso exemplar de bom uso das técnicas de marketing verde. Vale a pena conferir este material que está bem aqui ao lado, neste blog (download GRÁTIS liberado).


Estarão disponíveis também caixas de papelão, sacolas kraft e saquinhoS de papel com certificação do Conselho de Manejo FlorestaL. Algumas embalagens do ponto de venda que antes eram feitas de isopor terão agora como matéria prima a fécula de mandioca, que é uma opção biodegradável. O estacionamento da nova loja tem vagas demarcadas para meioS de transporte ecológicos como carros que utilizam biocombustível e bicicletas e as chamadas "Caixas Verdes" estimulam a reciclagem pré-consumo, convidando os clientes a descartarem as embalagens antes de levá-las para casa.


Embora ainda de forma muito precoce, sugiro dar uma olhadinha no blog de negócios "ECOBAG Shop", que encontra-se em fase de desenvolvimento: http://ecobagshop.blogspot.com/

O Pão de açúcar está dando um show de bola em matéria de marketing verde. Pelo menos é o que parece. Vamos aguardar agora a inauguração.

E você empresário, você varejista, o que está esperando para dar a sua contribuição para o meio ambiente e para turbinar seus resultados com uma estratégia verde?

Quem não está correndo, corre o risco de ficar para trás...
O mercado não perdoa!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ecobags: O caso da Abril


Apenas para exemplificar o assunto que foi tratado no post anterior, segue a campanha da Abril que está dando ecobags exclusivas de brinde na assinatura das revistas do grupo.

São três tipos de bolsa, uma para cada personalidade de cliente.

Vale a pena conferir o "case" no endereço abaixo:






Sustentabilidade e gestão empresarial


"A sustentabilidade do planeta somente vai apresentar uma evolução compatível com as necessidades do meio ambiente a partir do momento em que ela se tornar um grande negócio. Ganham todos. Ganha o planeta, ganham os cidadãos consumidores e ganham os empresários em geral."


- Alexandre Langer

domingo, 1 de junho de 2008

Ecobags: Sacolas retornáveis, uma solução viável

Terça, 15 de abril de 2008, 14h27

Países podem proibir ou substituir sacos plásticos

Da Austrália ao Reino Unido, e em todo o território dos Estados Unidos, políticos e empresa estão estudando a possibilidade de proibir ou tributar o uso de sacos plásticos. Na Irlanda, um pesado imposto sobre seu uso, adotado em 2003, estimulou o público a deixá-los de lado quase completamente, em favor de sacolas de compra reutilizáveis, de tecido.

Domingo, 01/06/2008 às 07h26

China proíbe distribuição de sacos plásticos

Governo pretende diminuir o desperdício e os resíduos de lixo; país consome cerca de 3 bilhões de saquinhos por dia.

Brasil: quanto tempo você acha que falta para que sejamos obrigados a tomar uma atitude sensata neste sentido?

Como já tratamos em artigos anteriores, as sacolas plásticas são as grandes vilãs ambientais do varejo em todo o mundo.
Já vimos também que a substituição das sacolas de plástico comuns por sacolas de papel ou de plástico oxi-biodegradável ainda não se demonstraram eficazes. Voltaremos no futuro a tratar destas duas alternativas de solução.
O que é possível de ser feito neste momento e que apresente viabilidade econômica e eficácia garantida?


A resposta está nas ecobags ou nas sacolas retornáveis, que atendem à agenda XXI no que diz respeito à mudança de padrões de produção e consumo e são soluções viáveis de serem utilizadas por todos os lojistas, podendo representar até uma oportunidade de negócio.


Uma família de 4 pessoas de classe média utiliza aproximadamente 1.000 sacolas por ano no varejo de um modo geral. Essas sacolas convencionais podem demorar até 500 anos para sumirem na natureza, contaminando rios e oceanos, matando animais quando da sua ingestão, por confundirem a sacola com alimento.

Segundo os ecologistas, estes são os benefícios de uso das sacolas retornáveis:

- Você se torna um consumidor do Século XXI, com responsabilidade ambiental;
- Você encerra sua atividade de plastificador do planeta - cada família com 4 pessoas polui o planeta com mais de 1.000 sacolas plásticas por ano;
- Ao utilizar 1 sacola retornável você deixa de utilizar aproximadamente 500 sacolas por ano;
- Você economiza recursos naturais e energia para a fabricação de bilhões de sacolas plásticas todos os anos;
- Ao adquirir as sacolas retornáveis você está ajudando a neutralizar suas emissões de carbono;
- A produção de sacolas plásticas e a dos demais produtos que consumimos diariamente emitem carbono, que é um gás do efeito estufa, que está aumentando a temperatura da terra.


http://funverde.wordpress.com/projeto-sacolas-retornaveis/

Para os lojistas, as ecobags podem representar uma oportunidade de assumir uma atitude ambientalmente responsável que será claramente percebida pela sociedade, contribuindo para a boa reputação do seu negócios.


As ecobags não precisam e não devem ser necessariamente eco-feias, com já falamos. Elas Podem ser bonitas e podem conter frases de engajamento na causa ambiental que ajudam a comunicar o posicionamento do seu negócio sobre este assunto. Para o seu uso adequado, é necessário também que seja desenvolvido um trabalho de conscientização dos consumidores, que deverão retomar o hábito de suas avós, levando de casa a sacolinha de compras debaixo do braço, quando eles forem à feira, ao supermercado, a farmácia, a vídeo-locadora...

Não tenho dúvida de que esta iniciativa representaria um bom começo na busca de um varejo ambientalmente responsável e com negócios mais saudáveis, do ponto de vista de seus resultados.
A outra alternativa, será o varejo esperar as restrições que certamente virão ao uso das sacolas de plástico.

Quem sabe desta vez, vamos ser pró-ativos?!?!?!?

Pensamento da Vez - Nietzsche


"Eu também quero a volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para trás, e sim para a frente." [ Friedrich Nietzsche ]

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Green Marketing 2008


Já está marcada para o período compreendido entre 04 e 06 de agosto deste ano, na cidade de Washington, DC, a realização do "Green Marketing 2008". Organizado pelo American Strategic Management Instititute, o encontro tem por objetivo discutir o impacto da onda verde em defesa da sustentabilidade do planeta sobre as organizações empresariais.
A pauta de assuntos a serem debatidos abordará temas que visam identificar como as empresas podem consolidar sua posição de marcado e valorizar a sua marca através de iniciativas verdes, ecologicamente responsáveis.
Temas que estarão em discussão:
- Utilização de iniciativas de marketing verde para o aumento da competitividade;
- Incremento da visibilidade das iniciativas verdes adotadas pelas empresas;
- Alinhamento da marca e dos compromissos das empresas com uma visão de responsabilidade social;
- Construção de um sentimento interno de consiência social.
No Brasil, a necessidade das empresas repensarem seus posicionamentos estratégicos diante da pressão social pela eco-responsabilidade não difere em nada do mercado americano.
É necessário que as empresas revisem seu planejamento de forma a alinhá-lo com estas novas e relevantes demandas da sociedade.
E é exatamente sobre estes assuntos que estaremos tratando permanentemente no espaço deste blog.
"The leading business reasons for corporate social responsability are customer satisfaction, corporate reputation and business opportunities such as improved profits."
The site on International Corporate Sustainability Reporting
Maiores informações no endereço: http://www.asmiweb.com/events/m127.html

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Estratégia: a ameaça "radical verde"




Um estudo internacional elaborado pela consultoria Ernst & Young intitulado "Riscos Estratégicos aos Negócios - 2008 - Os Dez Maiores Riscos às Empresas"*, elaborado com base nas análises de mais de 70 especialistas ao redor do mundo, avaliou 12 setores da economia e indicou os 10 maiores riscos empresariais da atualidade.


A novidade é que, lado a lado de outras ameaças, aparece na nona posição pela primeira vez o "radical green", ou a ameaça verde radical, que pode ser entendida como a adoção extremada de hábitos "verdes" que estão influenciando o comportamento das pessoas em geral. Estas pessoas representam uma parcela crescente de consumidores disposta a alterar seus hábitos de consumo para alternativas de produtos e serviços ambientalmente corretas.

Este novo consumidor eco-responsável poder ser definido como sendo "aquele que busca conscientemente produzir através de seu comportamento de consumo, um efeito nulo ou favorável sobre o meio ambiente e a sociedade como um todo". (Lages & Neto)

Cada vez mais, é fundamental que possamos conhecer o perfil e as expectativas deste consumidor pela influência crescente que ele terá sobre as decisões empresariais. Alguns clientes verdes mais radicais, já encontram dificuldades em achar produtos ou lojas adequados ao atendimento de suas expectativas de consumo e guardam um silencioso e perigoso sentimento de instatisfação com relação à oferta atual existente no mercado.

Para atender a este novo consumidor, Petti e Charter sugerem que fiquemos atentos aos 4 Ss do marketing ambiental, quais sejam:

- Satisfação do consumidor
- Segurança dos produtos

- Aceitação Social

- Sustentabilidade dos produtos ou serviços

Mais do que um nicho de mercado, a pressão por um consumo ambientalmente responsável deverá provocar impactos em praticamente todos os segmentos da atividade empresarial.

É necessário portanto que desde já a sua empresa, seja ela de que porte for, comece a discutir os riscos e oportunidades advindos desta mudança de mercado, que evolui agora a um ritmo jamais visto em nossa história.

Para as empresas atentas, eu antevejo um mar de oportunidades. Aquelas empresas mais ligadas, que estejam pesquisando seriamente estas mudanças nas características do mercado e que consigam dar respostas na prática, através de planos de ação que tornem perceptíveis ao consumidor os novos produtos e serviços verdadeiramente "verdes" oferecidos pela empresa, estarão evitando a evasão de clientes e serão sérias candidatas ao aumento de sua participação de mercado, com a conquista de consumidores antes ligados a empresas que apresentam uma capacidade de resposta mais lenta a este processo de mudança.

Para estas empresas, não existirá mais a ameaça, mas sim a oportunidade "radical verde" a ser explorada pela frente.
* Para saber mais sobre a pesquisa que trata dos principais riscos aos negócios em 2008, consulte: http://estrategiaevarejo.blogspot.com/2008/05/estratgia-os-10-maiores-riscos.html

Marketing Verde: Do ECO-FEIO ao ECO-ICÔNICO



Nesta terceira semana de maio de 2008, os brasileiros tem sido bombardeados através dos jornais, da televisão e da Internet com notícias sobre catástrofes naturais que vem ocorrendo ao redor do mundo, cujo principal responsável apontado é o próprio homem.

Cresce a pressão para que a humanidade e as empresas adotem uma drástica mudança de postura em seus hábitos de vida e de consumo de forma que a sustentabilidade do planeta possa ser garantida a médio e longo prazo.Mas de que tipo de mudança de cultura e de hábitos de consumo que estamos falando agora?

O site trendwatching.com faz uma interessante análise neste sentido e que merece a atenção e a reflexão de todos NÓS, profissionais ligados à área de negócios.

Fazendo um breve histórico de como vem evoluindo o mercado verde, podemos considerar que tivemos em um primeiro momento uma fase que pode ser chamada do ECO-FEIO, caracterizada por produtos feios, de preço excessivo e que não cumpriam satisfatoriamente com as sua promessas verdes. A seguir tivemos a fase do ECO-CHIQUE, caracterizada por produtos tão bonitos e originais quanto os produtos que não contém promessas ambientalmente corretas. E como tendência para 2008, temos o ECO-ICÔNICO, tendência caracterizada por produtos e serviços amigáveis com relação ao meio ambiente mas que possuem uma proposta de design único e ambicioso, e que contribuem para que os consumidores eco-conscientes mostrem suas credencias verdes junto aos demais consumidores.

O coração da tendência do ECO-ICÔNICO está na ascensão de status que ela proporciona, pois muitos consumidores estão ansiosos por ostentar o seu comportamento verde, ja que existem literalmente milhões de outros consumidores impressionados por seu estilo de vida ecologicamente correto.

Portanto, os produtos ou serviços verdes neste momento têm de ser mais do que simplesmente ecologicamente corretos. Eles têm de ser símbolos de uma mudança de atitude e devem proporcionar uma identidade a estes consumidores diferenciados e comprometidos com a causa ambiental.

O Nissan Pivo da foto, carro conceito da montadora Nissan, é um exemplo radical de tudo o que mencionamos anteriormente. Trata-se de um carro movido a uma bateria de litium-ion e que possui uma cabine com rotação de 360 graus sobre um chassis de quatro rodas que pretende eliminar a necessidade da ré e e torna o estacionamento muito mais fácil. O design futurístico incorpora grandes portas para fácil acesso ao interior do carro e grandes janelas para ampla visibilidade. (Fonte: Wikipedia).

É claro que nem todos os produtos ou serviços serão tão radicais na solução de design a ser buscada, mas importante é que entendamos que não basta mais ser verde, tem que parecer verde.

E esta é a grade lição que levamos ao refletir sobre esta tendência.